E para não dizer que não falei de Política – II

Escrevi este editorial nas eleições passadas, mas, ele continua mais do que atualizado. Quem me conhece sabe que procuro não falar de política e principalmente escrever sobre ela em meus editoriais. Contudo, existem certas situações em que não podemos simplesmente nos calar e nos omitirmos, a exemplo das falcatruas que acompanhamos diariamente pela mídia.

Em minha opinião, o nosso país nunca teve problemas econômicos; na verdade, somos um país rico e abençoado por Deus – apenas quem conhece o exterior pode avaliar o que quero dizer –, somos um povo cordato e com poder de adaptação fantástico, a ponto de aguentar e sobreviver a todas as intempéries causadas por alguns dos nossos “políticos”. Não temos terremotos nem tufões, mas, em contrapartida, fomos agraciados com “eles”. Realmente, não temos problemas econômicos, pois, mesmo pagando uma das maiores taxas de juros do mundo e recolhendo os maiores impostos, graças ao brio e bravura de nosso povo ainda conseguimos sobreviver e sermos competitivos. Podemos afirmar que os nossos problemas são apenas políticos.

Aliás, a palavra “político” está tão denegrida que, ao ouvirmos, nossa mente imediatamente estabelece uma relação com ‘bandido’. Será que podemos generalizar que todo o político é corrupto e não presta, a exemplo do que fazemos quando dizemos todo o menino de rua é ladrão? É claro que não, mas aí o inconsciente coletivo de Carl Jung entra em campo e faz uma goleada, e é quando os bons – poucos, diga-se de passagem -, acabam pagando pelos maus, hoje lamentavelmente em sua grande maioria.

A pergunta é: será que são realmente ladrões? Afinal, a maioria teve boa formação e é oriunda de lares bem formados. Minha resposta é que eles não são ladrões eles estão ladrões. Obviamente atraídos, segundo Freud, pelo mais básico dos instintos, que é o Instinto do Prazer e do Poder.

Quanto ao nosso futuro político, prestes a ser mudado em parte no próximo mês, está nas mãos dos jovens políticos que irão enfrentar o desafio de resistir às tentações pessoais em prol da conscientização de uma sociedade melhor e mais abastada; contudo, por mais otimismo que nossa Revista procure levar para seus leitores, sou temeroso em arriscar, a médio prazo, qualquer prognóstico, enquanto princípios de ética e moral não forem revistos.

Enquanto isto, o que fazer? Centralize sua energia no seu trabalho e acredite em nossos empresários; a história mostra que já passamos por outras intempéries – ou só passamos – e continuamos vivos e crescendo. Não acredite que os políticos um dia mudarão o Brasil; se alguém irá fazê-lo seremos nós, e nos meus 25 anos de andanças internacionais, como executivo de multinacionais, posso dizer de cátedra que não existe, no mundo, um povo a exemplo do brasileiro.

Para encerrar esta parte de política, apenas uma sugestão para as eleições do próximo mês: conheça o seu candidato agora. Nesta próxima eleição iremos escolher nossos futuros senadores, governadores e deputados estaduais e federais. Escolha alguém que você conheça, que seja da nossa região, e que você possa olhar olho no olho e que, se eleito, você possa ter acesso a ele com a mesma facilidade que tem agora, na época das eleições.

Para terminar reitero que não são os políticos que mudarão o nosso país, mas que nós podemos ajudá-los, podemos.

Um forte abraço e boa leitura
Claudinei Luiz

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