Mudar PARA tranformar

Já estamos no mês de julho, iniciando a reta final do ano. E você, amigo leitor, conseguindo manter as suas propostas de mudanças do início do ano, ou elas já se perderam no passado?

– Claudinei, eu tento, mas não consigo!
– Será que você tentou mesmo? Existe uma máxima que diz: comece a fazer que o poder lhe será dado.
– Poxa, Claudinei: me explique isto.
– Ok, obrigado pelo seu interesse. Você que nos acompanha, já viu que a diagramação da nossa revista muda todos os anos, a exemplo de muitas lojas que procuram renovar o seu visual anualmente, com uma nova pintura ou decoração. Na maioria das vezes é feita de uma forma intuitiva, mas por trás disto existe uma energia transformadora, que recebe o nome de ENGRAMA.

Então, vamos lá. Para acontecer uma mudança, sempre há necessidade de um agente externo, que na química é chamado de catalizador. Por exemplo, para formar a água H2O, usa-se, entre outros, uma platina metálica como catalizador, pois se deixar somente o oxigênio e o hidrogênio juntos, eles nunca formariam a água.

– Mas, e daí Claudinei, eu já sei tudo isso, onde está a complicação costumeira?
– Não existe nenhuma complicação; desta vez, o que eu quero é que você entenda que depois que o processo de mudança teve início, torna-se muito difícil detê-lo e nem sempre um outro agente externo consegue fazê-lo. Então, o que fazer?

Vamos tirar proveito, como devemos fazer em tudo que acontece na vida, pois, a energia da transformação é aquela que nos motiva a continuar mudando. Vou dar outro exemplo: aposto que um dia você acordou e disse: “Bem, hoje vou arrumar a gaveta do guarda-roupa”, e quando se deu conta já tinha arrumado seu guarda-roupa inteiro. Estou certo?

Da mesma forma, sempre peça alguma coisa para quem não tem tempo e ele sempre achará um tempo de fazer.

Essa energia é tão importante que ela já é até medida e a unidade que a representa chama-se ENGRAMA; o que quer dizer que quanto maior o número de engramas, maior será a motivação transformacional.

Conforme já disse, devemos tirar partido de tudo o que nos acontece na vida, seja bom ou ruim, mesmo porque este conceito de bom e ruim é muito relativo, já que o que é bom para um nem sempre é bom para outro, e o melhor exemplo é que quando você fica doente é ruim para você, mas bom para o médico. Contudo, isto é assunto para outro artigo.

O melhor proveito que podemos usufruir em um processo de mudança é que automaticamente se abrem outros caminhos de mudança.

– Ok! Entendi tudo. Mas, Claudinei, qual é a melhor hora para mudar?
– Boa pergunta. Acredite ou não, a melhor hora para mudar é quando pensamos que não se precisa mudar, o que vem contra o dito popular que em time que está ganhando não se deve mexer.
– Como assim, Claudinei? Explique melhor.
– A teoria é extensa e infelizmente não tenho mais espaço para explicar. Mas, vou procurar dar apenas um exemplo: o maior índice de acidentes de moto acontece quando o piloto domina a sua máquina, por isto o motociclista esperto troca a moto todos os anos. Claro que para tudo existe exceções, mas nos paradigmas atuais, segundo Marilyn Ferguson, o trabalho é um veículo de transformação e se você persistir em continuar fazendo o que sempre faz, não espere obter resultados diferentes.

Quero encerrar com uma frase de BUDA: Alcance você mesmo a sua salvação. Não dependa dos outros, e tenha certeza que você estará Vivendo Melhor. Se ainda não fez, aproveite o segundo semestre para mudar.

Forte abraço e boas mudanças.
Claudinei Luiz

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