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A capacidade de compreender e saber utilizar o seu próprio potencial por meio da comunicação é uma das chaves para se obter sucesso e felicidade. Se você acha que não tem essa capacidade aprenda como adquiri-la. São vários os cursos que podem capacitá-lo para obter melhor qualidade de vida, autoestima e muito mais. Conheça um pouco mais sobre eles.

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Após ter contato com a PNL, mudou radicalmente suas atividades, voltando-se a área humana. Passou a proferir palestras e treinamentos para dezenas de empresas em todo o Brasil, bem como, a escrever em revistas e apresentar programas em rádio e TV. No decorrer fez sua formação em hipnoterapia, psicanálise clínica e pós-graduação em teoria psicanalítica. É diretor executivo da revista MercNews e além de inúmeros artigos e trabalhos publicados, também escreveu os livros "Vivendo Melhor - dito, redito e pouco aprendido" e "Retrospectiva de um Empresário - O que eu não sabia que sabia...

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No fundo do poço?

No editorial passado abordei o tema voltar de um lugar que nunca estive, uma reflexão um tanto quanto paradoxal, mas com um profundo sentimento das incertezas que vivemos. Já estamos em novembro, as eleições acabaram, contudo, os momentos de incertezas continuam.

Nestes momentos de incertezas no mundo, onde as notícias ruins se propagam geometricamente, guerras e mais desgraças açoitam os nossos olhos e ouvidos, é normal que a insegurança tome conta de nós e muito difícil encontrar quem tenha resistência para suportar tudo sem, vez ou outra, se deixar esmorecer e entrar num processo depressivo.

Acontece com você, meu amigo leitor? Pois bem, comigo também acontece e nestes momentos em que me sinto como estivesse no ‘fundo do poço’, procuro ver fotos antigas, ler livros já lidos e relidos, sempre em busca de lembranças motivadoras ou palavras sábias que possam ter passado desapercebidas.

Dias destes, sentindo-me neste estado, fuçando alguns velhos livros – mais precisamente no Histórias Maravilhosas, de José Orlando Nussi -, deparei com uma metáfora que tinha tudo a ver com aquele momento, o qual reproduzo para você.

“Diz a lenda que um certo fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda. Um dia, seu capataz veio com a notícia que um dos seus cavalos havia caído num velho poço abandonado. O fazendeiro foi rapidamente ao local do acidente e avaliou a situação, certificando-se que o animal não se machucara, mas pela dificuldade e o alto custo de retirá-lo do fundo do poço, decidiu que não valeria à pena uma operação de resgate. Assim, tomou a difícil decisão e ordenou ao capataz que sacrificasse o animal, jogando terra no poço até enterrá-lo, ali mesmo. E assim foi feito: os empregados, comandados pelo capataz, começaram a jogar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo. Mas, à medida que a terra caía em seu dorso, o animal sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo. Logo os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que enfim, conseguiu sair. Voltou para a fazenda e viveu ainda muitos anos servindo ao seu dono”.

Então, meu amigo, acho que você captou a mensagem, não? Por mais embaixo que você possa estar se sentindo, pessoalmente, profissionalmente e, principalmente, politicamente, e por mais terra joguem sobre você, não se deixe pisotear. Lembre-se da história deste cavalo, e da música de Paulo Vanzolini: “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.

 

Forte abraço e boa leitura
Claudinei Luiz


Voltar de onde nunca estive?

Nestes tempos em que a vida parece flutuar mediante tantas incertezas, sem saber onde as cabeças pensantes que governam o mundo querem chegar, causando insegurança total quer profissionalmente, comercialmente, fisicamente, politicamente, enfim todos os ‘entes’ que você queira, parece que em certos momentos temos que desapegar de tudo e mergulharmos no universo de nossas mentes em busca de tranquilidade, paz e, talvez, mesmo respostas que nunca encontraremos.

Pois bem, não sei se acontece também com você, amigo leitor, mas invariavelmente em alguns momentos do dia tenho a sensação de divagar no espaço, e durante lapsos de memória parece que minha mente é inundada de um vazio intenso. Confesso que de início tal sensação me preocupou, diria até que poderia ser um sinal de senilidade, não houvesse tal fenômeno se iniciado ainda em minha adolescência.

Tinha, então, 12 para 13 anos, e me lembro do surgimento dos primeiros questionamentos sobre a vida; lembro, também, que em algumas noites sentava-me na varanda de casa e ficava contemplando o céu, e em alguns lapsos de consciência deixava-me transportar, numa espécie de viagem astral, para algum lugar que provavelmente não exista em nosso universo físico, pois até hoje não consegui identificar onde poderia ser. A mais tenra lembrança que tenho é que quando achava que iria chegar a tal lugar sentia um desespero imenso para voltar, porque algo me dizia que minha mente não estava preparada ainda para o que ia encontrar, e como no despertar de um sonho regressava para o aqui e agora com a sensação de ter realizado uma viagem de alguns dias, quando na realidade tudo não passava de alguns segundos.

– Você deve estar questionando, que louco isto, Claudinei, ou será que você já era louco e não sabia? Rs
– É, talvez eu continue e não saiba (rs), mas, a verdade é que à medida que fui crescendo e aprendendo, me dei conta que tais questionamentos não eram exclusividade minha e, sim, que tinham sido a mola mestra da existência de grandes sábios, a exemplo de Sócrates, Democrates, Platão entre tantos outros que, há milhares de anos, já queriam saber quem somos, de onde viemos e para onde vamos.

Infelizmente, ou será que felizmente, até hoje não sabemos a resposta, mas com certeza estes sábios filósofos descobriram respostas que nos ajudam a amenizar a espera da resposta final.

E você, amigo leitor, já parou para pensar? Você já sentiu esta sensação de vazio interior, já se permitiu soltar os freios e dar asas à sua imaginação? Se não, experimente e depois me escreva dizendo o que sentiu.

– Mas, Claudinei, e eu, que nunca tive esta sensação?
– Então não se preocupe com isto, ainda não é o seu momento, mas, se quiser sentir algo semelhante, aprenda a meditar.

Para não divagar muito e filosofar pouco quero concluir dizendo que até hoje não consegui entender o porquê de nunca ter conseguido chegar àquele “lugar”, mas quando estou em busca dele, e sinto aquele vazio profundo, cada vez mais sinto a presença de Deus.

 

Um forte abraço e boa leitura
Claudinei Luiz


E para não dizer que não falei de Política – II

Escrevi este editorial nas eleições passadas, mas, ele continua mais do que atualizado. Quem me conhece sabe que procuro não falar de política e principalmente escrever sobre ela em meus editoriais. Contudo, existem certas situações em que não podemos simplesmente nos calar e nos omitirmos, a exemplo das falcatruas que acompanhamos diariamente pela mídia.

Em minha opinião, o nosso país nunca teve problemas econômicos; na verdade, somos um país rico e abençoado por Deus – apenas quem conhece o exterior pode avaliar o que quero dizer –, somos um povo cordato e com poder de adaptação fantástico, a ponto de aguentar e sobreviver a todas as intempéries causadas por alguns dos nossos “políticos”. Não temos terremotos nem tufões, mas, em contrapartida, fomos agraciados com “eles”. Realmente, não temos problemas econômicos, pois, mesmo pagando uma das maiores taxas de juros do mundo e recolhendo os maiores impostos, graças ao brio e bravura de nosso povo ainda conseguimos sobreviver e sermos competitivos. Podemos afirmar que os nossos problemas são apenas políticos.

Aliás, a palavra “político” está tão denegrida que, ao ouvirmos, nossa mente imediatamente estabelece uma relação com ‘bandido’. Será que podemos generalizar que todo o político é corrupto e não presta, a exemplo do que fazemos quando dizemos todo o menino de rua é ladrão? É claro que não, mas aí o inconsciente coletivo de Carl Jung entra em campo e faz uma goleada, e é quando os bons – poucos, diga-se de passagem -, acabam pagando pelos maus, hoje lamentavelmente em sua grande maioria.

A pergunta é: será que são realmente ladrões? Afinal, a maioria teve boa formação e é oriunda de lares bem formados. Minha resposta é que eles não são ladrões eles estão ladrões. Obviamente atraídos, segundo Freud, pelo mais básico dos instintos, que é o Instinto do Prazer e do Poder.

Quanto ao nosso futuro político, prestes a ser mudado em parte no próximo mês, está nas mãos dos jovens políticos que irão enfrentar o desafio de resistir às tentações pessoais em prol da conscientização de uma sociedade melhor e mais abastada; contudo, por mais otimismo que nossa Revista procure levar para seus leitores, sou temeroso em arriscar, a médio prazo, qualquer prognóstico, enquanto princípios de ética e moral não forem revistos.

Enquanto isto, o que fazer? Centralize sua energia no seu trabalho e acredite em nossos empresários; a história mostra que já passamos por outras intempéries – ou só passamos – e continuamos vivos e crescendo. Não acredite que os políticos um dia mudarão o Brasil; se alguém irá fazê-lo seremos nós, e nos meus 25 anos de andanças internacionais, como executivo de multinacionais, posso dizer de cátedra que não existe, no mundo, um povo a exemplo do brasileiro.

Para encerrar esta parte de política, apenas uma sugestão para as eleições do próximo mês: conheça o seu candidato agora. Nesta próxima eleição iremos escolher nossos futuros senadores, governadores e deputados estaduais e federais. Escolha alguém que você conheça, que seja da nossa região, e que você possa olhar olho no olho e que, se eleito, você possa ter acesso a ele com a mesma facilidade que tem agora, na época das eleições.

Para terminar reitero que não são os políticos que mudarão o nosso país, mas que nós podemos ajudá-los, podemos.

Um forte abraço e boa leitura
Claudinei Luiz


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