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Há poucos anos o mês de agosto recebia a alcunha de ‘mês de cachorro louco’. Fiquei curioso e fui buscar o porquê desta alcunha. Você sabe, amigo leitor?
Então aqui vão algumas curiosidades atribuídas a este mês, por muitos considerado nefasto ou de azar:
Existem diversas crenças e também variados acontecimentos históricos que podem nos levar a diferentes explicações. Por exemplo, a Primeira Guerra Mundial começou no dia 1º de agosto de 1914 e as cidades de Hiroshima e Nagasaki foram atacadas pelos norte-americanos com bombas atômicas nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, o que resultou na morte de mais de 200 mil pessoas no fim da 2ª Guerra Mundial. Sem falar que em 2 de agosto de 1934, quando Adolf Hitler se torna o führer (líder ou chefe de Estado) da Alemanha.
Agora, outra interpretação que faz muito sentido é que no mês de agosto a concentração de cadelas no cio aumenta bastante devido às condições climáticas. E quando as cadelas estão no período fértil, os cachorros ficam loucos (mesmo!) e brigam para conquistar a fêmea. Essa luta feroz entre os machos em busca da fêmea faz com que a raiva, doença transmitida pela saliva do bicho, se espalhe mais. Os animais que estão infectados pela raiva babam muito e ficam com aparência de ‘loucos’, daí a expressão ‘cachorro louco’.
– OK Claudinei, mas onde você quer chegar?
– Lugar nenhum, apenas fazendo algumas conjunturas, afinal esta doença em certas regiões já foi exterminada ou está sob controle, mas acho que, definitivamente, deve ter sido transferida para o homem. Só que, infelizmente, não somente no mês de agosto, mas, sim, durante todo os meses, haja vista a quantidade de atrocidades com as quais nos defrontamos no dia a dia. É só ligar a TV e ver os jornais, só tem notícias ruins, isto sem contar o cenário político e econômico que ora vivemos.
Claro que uma coisa puxa a outra e, às vezes, a necessidade nos obriga a regredir aos instintos básicos de nosso cérebro reptiliano, definidos por Freud como “Id”, e que é o nosso instinto de sobrevivência e, neste ponto, muito nos assemelhamos a um animal.
Ainda sobre Freud, mas sem nenhuma pretensão de me aprofundar no campo da Psicanálise, apenas faço uma correlação, mostrando que da mesma forma que o ser humano evoluiu, buscando o seu ponto de equilíbrio no desenvolvimento de seu ‘ego’, através de seu grande mestre, que é o ‘superego’ – ou seja, nossos valores, família, governo etc -; parece ao mesmo tempo estar num processo de regressão, no qual o grande mestre passou a ser o ‘Id’ ou em outras palavras: salve-se quem puder!
Antes que vire uma bola de neve e que a alcunha de ‘cachorro louco’ passe para ‘homem louco’ e, sabedores que a solução está em nossas mãos, mas sempre apoiados em um plano espiritual – o qual, com certeza, criou e rege todas as nossas leis, -, vamos exterminar esta ‘raiva’ também dos homens, com a única receita que conheço, que é a mais forte da escala dos ‘superegos’ e que faz o equilíbrio e grandeza de qualquer ‘ego’, que neste caso, leia-se ser humano. Esta receita chama-se: amor.
Acho que me excedi na teoria, mas não importa, lembre-se sempre da canção – É o amor…-, o amor incondicional, o respeito, a ética e principalmente a doação e o agradecimento.
Boa leitura e que você não encontre nenhum cachorro louco.
Claudinei Luiz
Já estamos no mês de julho, iniciando a reta final do ano. E você, amigo leitor, conseguindo manter as suas propostas de mudanças do início do ano, ou elas já se perderam no passado?
– Claudinei, eu tento, mas não consigo!
– Será que você tentou mesmo? Existe uma máxima que diz: comece a fazer que o poder lhe será dado.
– Poxa, Claudinei: me explique isto.
– Ok, obrigado pelo seu interesse. Você que nos acompanha, já viu que a diagramação da nossa revista muda todos os anos, a exemplo de muitas lojas que procuram renovar o seu visual anualmente, com uma nova pintura ou decoração. Na maioria das vezes é feita de uma forma intuitiva, mas por trás disto existe uma energia transformadora, que recebe o nome de ENGRAMA.
Então, vamos lá. Para acontecer uma mudança, sempre há necessidade de um agente externo, que na química é chamado de catalizador. Por exemplo, para formar a água H2O, usa-se, entre outros, uma platina metálica como catalizador, pois se deixar somente o oxigênio e o hidrogênio juntos, eles nunca formariam a água.
– Mas, e daí Claudinei, eu já sei tudo isso, onde está a complicação costumeira?
– Não existe nenhuma complicação; desta vez, o que eu quero é que você entenda que depois que o processo de mudança teve início, torna-se muito difícil detê-lo e nem sempre um outro agente externo consegue fazê-lo. Então, o que fazer?
Vamos tirar proveito, como devemos fazer em tudo que acontece na vida, pois, a energia da transformação é aquela que nos motiva a continuar mudando. Vou dar outro exemplo: aposto que um dia você acordou e disse: “Bem, hoje vou arrumar a gaveta do guarda-roupa”, e quando se deu conta já tinha arrumado seu guarda-roupa inteiro. Estou certo?
Da mesma forma, sempre peça alguma coisa para quem não tem tempo e ele sempre achará um tempo de fazer.
Essa energia é tão importante que ela já é até medida e a unidade que a representa chama-se ENGRAMA; o que quer dizer que quanto maior o número de engramas, maior será a motivação transformacional.
Conforme já disse, devemos tirar partido de tudo o que nos acontece na vida, seja bom ou ruim, mesmo porque este conceito de bom e ruim é muito relativo, já que o que é bom para um nem sempre é bom para outro, e o melhor exemplo é que quando você fica doente é ruim para você, mas bom para o médico. Contudo, isto é assunto para outro artigo.
O melhor proveito que podemos usufruir em um processo de mudança é que automaticamente se abrem outros caminhos de mudança.
– Ok! Entendi tudo. Mas, Claudinei, qual é a melhor hora para mudar?
– Boa pergunta. Acredite ou não, a melhor hora para mudar é quando pensamos que não se precisa mudar, o que vem contra o dito popular que em time que está ganhando não se deve mexer.
– Como assim, Claudinei? Explique melhor.
– A teoria é extensa e infelizmente não tenho mais espaço para explicar. Mas, vou procurar dar apenas um exemplo: o maior índice de acidentes de moto acontece quando o piloto domina a sua máquina, por isto o motociclista esperto troca a moto todos os anos. Claro que para tudo existe exceções, mas nos paradigmas atuais, segundo Marilyn Ferguson, o trabalho é um veículo de transformação e se você persistir em continuar fazendo o que sempre faz, não espere obter resultados diferentes.
Quero encerrar com uma frase de BUDA: Alcance você mesmo a sua salvação. Não dependa dos outros, e tenha certeza que você estará Vivendo Melhor. Se ainda não fez, aproveite o segundo semestre para mudar.
Forte abraço e boas mudanças.
Claudinei Luiz
Estimado amigo leitor. Já estamos em junho e parece que o ano novo, que já está quase velho, começa a engatilhar rumo a sua derradeira missão de sobreviver por pelo menos mais alguns meses, que é o tempo que nos resta para atingirmos as metas que estabelecemos, se é que foram estabelecidas no inicio de 2026, antes da chegada de 2027.
Nossas expectativas de um primeiro semestre próspero podem ter sido frustradas; contudo, agora parece que uma luz começa a cintilar com boas novas.
– Mas, Claudinei! O que tudo isto tem a ver com a motivação?
– Simplesmente tudo, pois manter-se motivado é a palavra chave para em seis meses atingir as metas estabelecidas para 12 meses. Mas, como fazer isto?
Antes de tudo, deixe-me explicar que a motivação é um processo intrínseco a cada pessoa, e assim sendo, ninguém motiva ninguém, a não ser o próprio indivíduo. Também os fatores motivacionais diferem de pessoa para pessoa, ou seja, nem sempre o que motiva um, motiva o outro. Exemplificando melhor, há pessoas que se motivam profissionalmente com o seu salário, enquanto outros pela realização de seu trabalho.
Por que esta diferença? Porque cada um de nós possui uma leitura do universo, a maneira como processamos as informações, que por sua vez formam a nossa representação interna e determinam o nosso comportamento. Esta leitura é chamada de metaprogramas, que são formados pelo nosso modelo de mundo e sistema de crenças e valores.
Na realidade, eles são a chave que determinam os fatores motivadores de cada um, e existe quase uma dezena deles, entre os quais podemos citar: buscar prazer ou evitar dor; movido pelo interior ou exterior; ver a vida por semelhança ou diferença; associadores vs desassociadores; possibilidade vs necessidade, entre outros. Se você pensar em dar subsídios para que alguém se automotive, não tente fazê-lo sem antes saber qual a estrutura de seu metaprograma, porque o tiro pode sair pela culatra.
Sei que apenas despertei a curiosidade de muitos leitores, mas nosso espaço não permite dissertarmos mais sobre este fascinante tema. Assim, para aqueles que desejam um pouco mais de informação, recomendo o livro O PODER SEM LIMITES, de um de meus mestres, Anthony Robbins. Vamos descobrir os nossos metaprogramas e nos motivarmos para a busca constante de nossas vitórias, lembrando sempre que tanto a vitória como a derrota, também estão associadas às nossas estratégias mentais.
Tenho certeza que neste momento você, leitor, deve estar com a revista aberta e prestes a ser folheada, correto? Então prepare-se porque nossa pauta editorial deste mês está riquíssima de informações que irão ao encontro de seus metaprogramas, e no mínimo irá despertar a sua motivação, para a proposta de nossa revista: QUALIDADE DE VIDA.
Abraços e um ano “que se inicia” super motivado.
Claudinei Luiz