O cão de Ephesus
O cão de Ephesus
Durante minha recente viagem tive a oportunidade de visitar as ruinas da cidade de Ephesus, chamada de nova Roma, na antiga Grécia e onde está localizado o Templo de Artemis, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Caminhamos quase duas horas para percorrer parte das escavações e, sem dúvida foi o maior parque arqueológico que já tinha visto e, pasmem, apenas 10% até o momento foi escavado. É muita história para ser contada aqui, mas recomendo que quem puder vale a visita e, caso contrário, vale dar um Google.
– Bonito, Claudinei, virou historiador agora?
– Não. Contudo, a parte hilária e que chamou a atenção de todos foi quando, durante a encenação de uma luta entre dois gladiadores, um cachorro (vira-lata), que passava pelo local, achou que a briga era séria e colocou os dois gladiadores para correr rs.
O cachorro me trouxe à memória que estamos falando de como as metáforas sobre bichos podem nos ajudar. E sim, depois da “Teoria dos cem macacos” publicada na edição de maio, vamos continuar aprendendo com os bichos. Nesta edição, a pergunta é: como se come um elefante?
– Poxa, Claudinei, agora você “forçou a barra”! Sou bom de garfo, mas porque vou querer aprender a comer um elefante?
– Calma, meu amigo, evidentemente que trata-se de uma metáfora e não recomendamos ninguém sair à procura do bicho para matá-lo e tentar comer rs. Contudo, não deixa de ser curioso as respostas que recebo quando faço esta pergunta em meus cursos ou palestras. Qual seria a sua resposta? Como você comeria um elefante?
Apenas para ilustrar aqui, vão algumas das respostas: assado, cozido, ao molho, em bifes, alguns até se atreveram a dizer que utilizariam de uma escada. No entanto, a pergunta persiste: é possível comer um elefante? E devo enfatizar: um elefante inteiro?
Neste ponto acho que você deve estar questionando: “É, parece que o Claudinei endoidou mesmo.” Onde se viu comer um elefante inteiro?
Então, vamos saber como que se come o bicho. Para começar, não importa se a sua preferência é por ele frito, assado ou ensopado. O importante é que deve comê-lo devagar, pedacinho por pedacinho, ou seja, ou pedaço de cada vez…
Está claro que esta é mais uma metáfora da PNL (Programação Neurolinguística) e, portanto, significa que se você encontrar com um problema que pareça insolúvel, não se desespere, nem tente resolvê-lo de uma só vez, lembre-se de como se come um elefante…pedacinho por pedacinho.
Explicando um pouco mais, significa que nunca devemos ir de uma vez só ao pote, independente da sede que tiver. Muitas vezes autossabotamos o nosso sucesso por acharmos um problema muito grande e que não pode ser resolvido.
É bom lembrar que o tamanho de um problema depende apenas da atitude que tomamos em relação a ele e a boa notícia é que todo o problema do ser humano é de ordem linguística e, assim sendo, tem solução por estar em um sistema aberto, só que a solução não está no mesmo nível em que o problema foi criado.
– Poxa, Claudinei, agora você pegou pesado. O que tenho que fazer então?
Perdão, meu amigo, não quero complicar a sua mente e nem tenho espaço para explicar esta teoria em detalhe, mas resumidamente o que temos que fazer para encontrar a solução é: mudar o paradigma, ou seja, muitas vezes basta uma mudança de atitude.
Agora é só ir com muita calma e bom apetite quando for comer o elefante.
Um forte abraço.
Claudinei Luiz
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