A hora e a vez do cavalo

A hora e a vez do cavalo

 

Continuando a aprender com os bichos, chegou a vez deste querido animal, apreciado por todos e nosso parceiro eterno, chamado cavalo.

– Legal, Claudinei, hoje o editorial é sobre faroeste? Adorava o cavalo do Zorro chamado de Silver ou Tornado.
– Sem dúvida, meu amigo leitor, é incontável o número deles que brilharam como heróis tanto no cinema, como fora deles. Inclusive são excelentes terapeutas.

Contudo, nosso artigo de hoje diz que, como conta a lenda, existia um fazendeiro passando muita dificuldade para manter o seu negócio e possuía alguns cavalos para ajudar nos serviços da pequena fazenda. Um dia recebeu a notícia de seu capataz que um dos cavalos tinha caído em um velho poço abandonado. O fazendeiro foi rapidamente ao local para avaliar a situação e constatou que o animal não tinha se machucado, mas, pela dificuldade e o alto custo para retirá-lo do fundo do poço, ficava fora de suas possibilidades uma operação de resgate.

Baseado nisto, o fazendeiro tomou a difícil decisão de sacrificar o animal, jogando terra no poço até enterrá-lo, ali mesmo. E assim foi feito, os empregados começaram a jogar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo. No entanto, à medida que a terra caia em seu dorso, ele se sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo. Logo, os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que enfim conseguiu sair.

Ao saber disto, o fazendeiro ficou muito feliz e o cavalo viveu ainda muitos anos servindo a ele.

– Bonita história, Claudinei, mas onde você quer chegar?
– Simples, meu amigo leitor.

Se, em algum momento você estiver com a sua autoestima lá embaixo, quando parece que todos querem jogar sobre você a ‘terra’ da incompreensão, da falta de oportunidades ou de apoio, lembre-se deste cavalo. Não aceite a ‘terra’ que cai sobre você e faça como o refrão da música: “levanta sacode a poeira e dê a volta por cima”!

Abraços e boa cavalgada, digo, boa leitura.
Claudinei Luiz

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