A vez da lagosta
Boa, Claudinei, este é o meu prato preferido.
– Calma, meu amigo, ainda não chegamos à mesa. Contudo, continuando nosso aprendizado com os bichos, como na edição passada falamos sobre os peixes, desta feita vamos falar sobre os crustáceos e, em especial, a lagosta. Por se tratar de uma metáfora não vamos comê-la, mas, sim, verificar que somos parecidos a ela.
– Mas, como assim, Claudinei?
– Não somos diferentes dos crustáceos particularmente duros. A lagosta cresce formando e largando uma série de cascas duras, protetoras. Cada vez que ela se expande, de dentro para fora, a casca confinante tem de ser mudada. Ela fica exposta e vulnerável até que, com o tempo, um novo revestimento vem substituir o antigo.
A cada passagem de um estágio de crescimento humano para outro, também temos de mudar uma estrutura de proteção. Ficamos expostos e vulneráveis, mas também efervescentes e embrionários novamente e capazes de nos estendermos de modo antes ignorado.
Essas mudanças de pele podem durar vários anos; entretanto, se sairmos de cada uma dessas passagens, entramos num período prolongado e mais estável, no qual podemos esperar tranquilidade e uma sensação de reconquista de equilíbrio.
Resumindo, é extremamente necessário entendermos o processo chamado vida, quanto ao nosso desenvolvimento e aprendizado, para aproveitar cada momento de exposição vulnerável para o nosso autoconhecimento, pois ele é a melhor terapia que existe. Ah, sim, e lembrando sempre que o sucesso nem sempre é atingir um objetivo, mas, sim, o que se aprende no caminho que nos leva até ele.
Agora pode ir comer a lagosta e boa leitura.
Um forte abraço e boa leitura.
Claudinei Luiz
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